Dezembro Vermelho: soropositividade e qualidade de vida

  • Post published:11 de dezembro de 2019
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Atividades físicas são de total importância para o sucesso do tratamento

Musculação, corrida e caminhada, aeróbica ou até mesmo treinos funcionais são de total importância para a qualidade de vida de qualquer ser humano, porém quando nos referimos à pessoas que vivem com HIV, a importância de manter uma rotina de atividade física constante é determinante para o sucesso do tratamento e qualidade de vida do soropositivo. A recomendação é defendida por infectologistas e até faz parte do tratamento sugerido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com o avanço do tratamento e a modernização dos medicamentos antirretrovirais, pessoas que vivem com HIV ganham cada vez mais qualidade de vida, fazendo com que a demanda por Profissionais de Educação física aumente consideravelmente nesta área de atuação. O Presidente do CREF12/PE, Professor Lúcio Beltrão (CREF 003574-G/PE) teve a oportunidade de trabalhar com pacientes soropositivos no Hospital Correia Picanço, referência estadual para o tratamento de doenças infecto-contagiosas. Ele destaca as principais atividades realizadas com pacientes e o que isso representou na melhora dos quadros de pacientes acometidos pelo agravo do vírus HIV no organismo. “O exercício físico orientado é seguro e benéfico ainda que não existam sintomas do HIV. Deve ser mantido e adaptado durante o curso da doença. O exercício físico tem múltiplos efeitos diretos na resposta imunológica; proporciona ganhos psicológicos; reduz o estresse, a ansiedade e a depressão; aumenta a massa muscular. Recomendo, obviamente, o acompanhamento multiprofissional de enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, profissionais de educação física, farmacêuticos, médicos e outros que possam ajudar no tratamento”, detalhou.

A Profissional Sarah Abrahão Gomes dos Santos (CREF 005039-G/PE), também participou da equipe do Professor Lúcio Beltrão que tratou de pacientes soropositivos no Hospital Correia Picanço, para a ela, além do ganho físico as atividades físicas também são determinantes para a saúde psicológica dos pacientes . “Para o apoio às pessoas acometidas pelo HIV, a prática de exercício físico é uma importante estratégia de enfrentamento às complicações psicossociais e às alterações orgânicas do adoecimento e tratamento. O treinamento físico moderado fortalece o sistema imunológico e melhora a condição física e psicológica dos praticantes. É observada diminuição da lipodistrofia, com mudanças na composição corporal, aumento da massa muscular e redistribuição da gordura corpórea. A terapia medicamentosa assegura longevidade às pessoas vivendo com HIV/AIDS. O exercício físico bem planejado e orientado, garante qualidade de vida,” destacou.

CREF12/PE alerta que o HIV/AIDS é uma doença de perfil crônico e ainda sem cura, mas com o tratamento e a inserção de exercícios físicos, as pessoas infectadas podem passar anos sem apresentar sintoma algum, o vírus pode ficar indetectável, além da melhora da autoestima e sociabilidade. A prescrição e orientação é feita pelo Profissional de Educação Física de maneira individualizada de acordo com a necessidade do paciente.

O CREF 12/PE aproveita as ações do Dezembro Vermelho, mês de conscientização na luta contra o HIV/AIDS pra reforçar a importância da não discriminação e preconceito em nossa sociedade para que as pessoas soropositivas se sintam inseridas, e, sobretudo respeitadas como cidadãs e que procurem um profissional de educação física habilitado para ter uma qualidade de vida mais saudável.